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Melhor Morsa de Bancada: Top 10 Tornos Giratórios, Fixos e de Marceneiro

Higor Bissoli
12 de julho de 2026 · 11 min de leitura
Produtos em Destaque10 itens
Sumário do Artigo
Chamada de morsa em quase todo o Brasil e de torno de bancada nos catálogos, essa ferramenta é a que segura a peça no lugar enquanto você serra, lima, fura ou martela com as duas mãos livres. Parece simples, mas na hora de comprar a confusão é grande: o mesmo nome cobre desde a mini de 2" que prende um brinco para conserto até a de 6" de ferro fundido com base giratória e bigorna para bater metal quente. A abertura da mandíbula em polegadas ou milímetros, a base fixa ou giratória, a presença de bigorna e o tipo — metalúrgica ou de marceneiro para madeira — mudam completamente o que cada uma aguenta. Reunimos as 10 melhores morsas de bancada disponíveis na Amazon, de marcas como Sparta, Vonder, Pony, Irwin e Olympia, separadas por tamanho e finalidade. A ideia é mostrar qual delas combina com a sua bancada e com o serviço que você realmente faz, seja um reparo pontual ou o uso pesado de oficina.
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Como Escolher a Morsa de Bancada Ideal?
A primeira decisão é a abertura da mandíbula, que define o tamanho de peça que a morsa consegue segurar. As mini, como o Vonder de 2.3/4" e a Sparta de 3" (75 mm), são para reparos pontuais e peças miúdas — dobradiça, eletrônica, pequenos perfis. As de 4" (100 mm), como a Sparta intermediária, cobrem a maioria dos serviços domésticos e de hobby. E as de 5" e 6" (125 mm e 150 mm), como as Sparta maiores e o Irwin de 6-1/2", entram no terreno da oficina e da serralheria, abraçando cano, cantoneira e madeira larga. Escolha a abertura pela maior peça que você realmente vai prender, sem exagerar num modelo grande demais para a sua bancada.
Depois vem a base: fixa ou giratória. A base giratória, presente nas Sparta de 4", 5" e 6", permite girar a peça presa para atacá-la pelo ângulo mais confortável, sem soltar e reprender a cada lado — uma comodidade que economiza tempo em serviço repetido. Já a base fixa, como a do Vonder n° 2, abre mão do giro em troca da rigidez máxima, porque não há articulação para folgar com o uso; é a preferência de quem prioriza aperto firme e durabilidade acima da praticidade. Se você serra, lima e solda pelos vários lados da peça, a giratória compensa; se busca a fixação mais dura possível num ponto só, a fixa entrega mais.
O material e a construção separam a morsa que dura da que trinca. O ferro fundido nodular, destacado no Vonder n° 2, resiste mais a impacto e flexão do que o ferro fundido cinzento comum das opções mais baratas — diferença que aparece em quem martela e força a peça presa. Repare também na presença de bigorna, aquela superfície plana atrás das mandíbulas presente nas Sparta giratórias, útil para bater, endireitar e rebitar metal na mesma ferramenta. E confira as alavancas e o fuso, o coração do aperto: marcas tradicionais como Pony, Irwin e Sparta dão mais confiança de que a rosca não vai espanar depois de alguns meses de uso.
Por fim, defina o tipo pela matéria-prima que você trabalha. As morsas metalúrgicas, como as Sparta e o Vonder, têm mandíbulas com dentes e força para prender metal, mas marcam a madeira. Já os tornos de marceneiro, como o Olympia 38-736, o Irwin de carpintaria e o Pony Jorgensen de madeira, têm mandíbulas largas e lisas que distribuem a pressão e seguram a peça sem cravar marca — feitos para aplainar, encaixar e serrar madeira. Se você mistura os dois mundos, dá para ter uma metálica de apoio e um torno de marceneiro instalado na bancada. Cruzando abertura, base, material e tipo, a morsa certa para o seu serviço aparece sem mistério.
1. Morsa Sparta 6" Giratória com Bigorna
★ Melhor no Geral
Fonte: Amazon.com.br
A maior da seleção, a Sparta de 6" (150 mm) traz base giratória, bigorna e alavancas cromadas. Abertura larga e estrutura reforçada para o serviço pesado de bancada.
✓Prós
- Mandíbula de 6" (150 mm) segura peças grandes
- Base giratória posiciona a peça em qualquer ângulo
- Bigorna integrada para bater e endireitar metal
✕Contras
- Pesada e ocupa bastante espaço na bancada
- Exagerada para quem faz só pequenos reparos
Quando a bancada é de trabalho sério, a Sparta de 6" é a escolha mais completa da lista. A mandíbula de 150 mm abraça peças largas — cano, perfil, madeira grossa — que uma morsa menor não alcança, e a base giratória deixa girar o serviço para atacar o corte ou a solda pelo ângulo mais confortável, sem soltar e reprender a peça. A bigorna integrada resolve o improviso de bater, endireitar e rebitar metal na mesma ferramenta, e as alavancas cromadas dão aperto firme sem escorregar na mão. Todo esse fôlego cobra o preço do peso e do espaço: ela é grande e não faz sentido numa bancada pequena de reparos leves. Para oficina, marcenaria e serralheria que pedem uma morsa que aguente tudo, é a melhor no geral da seleção.
2. Morsa Sparta 5" Giratória com Bigorna
★ Melhor Profissional
Fonte: Amazon.com.br
A Sparta de 5" (125 mm) repete a receita giratória com bigorna num corpo um pouco menor. Força de oficina numa abertura que ainda cabe na maioria das bancadas.
✓Prós
- Mandíbula de 5" (125 mm) para peças médias e grandes
- Base giratória e bigorna como a irmã de 6"
- Corpo mais compacto que o modelo de 150 mm
✕Contras
- Ainda é pesada para uma bancada leve
- Abertura menor que a de 6" em peças muito largas
A Sparta de 5" é para o profissional que quer a estrutura giratória com bigorna sem chegar ao porte máximo da de 6". A mandíbula de 125 mm segura com firmeza a maioria das peças de serralheria e mecânica do dia a dia, e a base que gira em torno do próprio eixo poupa tempo ao reposicionar o trabalho para limar, serrar ou soldar de vários lados. A bigorna atrás das mandíbulas atende os pequenos serviços de martelo que sempre aparecem na oficina. Por ser levemente menor, ela sobra num pouco menos de espaço que a de 150 mm, mas continua sendo uma morsa robusta que pede uma bancada firme e bem parafusada. Para quem trabalha com metal com frequência e não precisa da abertura máxima, é a melhor opção profissional da lista.
3. Morsa Sparta 4" Giratória com Bigorna
★ Melhor Custo-Benefício
Fonte: Amazon.com.br
A Sparta de 4" (100 mm) entrega base giratória e bigorna numa abertura intermediária. O ponto de equilíbrio entre recurso de oficina e tamanho para uso doméstico.
✓Prós
- Mandíbula de 4" (100 mm) cobre a maioria dos reparos
- Base giratória e bigorna num tamanho acessível
- Leve o bastante para bancada doméstica firme
✕Contras
- Abertura curta para peças muito grossas
- Sem o alcance das versões de 5" e 6"
A Sparta de 4" é a que mais gente deveria olhar primeiro, porque junta os recursos de oficina a um tamanho que cabe em casa. A mandíbula de 100 mm dá conta de segurar tubo, cantoneira, dobradiça e a maioria das peças que aparecem num reparo doméstico ou num hobby de metal, e ela ainda traz a base giratória e a bigorna que faltam nas mini. É pesada o suficiente para trabalhar com firmeza, mas não a ponto de precisar de uma bancada industrial — uma boa bancada de madeira bem parafusada segura o tranco. O limite é a abertura: peças muito grossas pedem os 125 mm ou 150 mm das irmãs maiores. Se você quer os mesmos recursos das grandes gastando menos e ocupando menos espaço, é a melhor de custo-benefício da seleção.
4. Torno Vonder n°2 Ferro Fundido Nodular
★ Melhor em Ferro Fundido
Fonte: Amazon.com.br
O Vonder n° 2 é um torno de bancada fixo feito em ferro fundido nodular, o material mais resistente a impacto que o ferro cinzento comum. Base sólida da marca nacional.
✓Prós
- Ferro fundido nodular resiste mais a impacto
- Base fixa dá rigidez máxima ao aperto
- Vonder: marca nacional com ampla distribuição
✕Contras
- Base fixa não gira para reposicionar a peça
- Numeração n° 2 não informa a abertura em mm
O Vonder n° 2 é a escolha de quem valoriza rigidez e material acima do recurso de girar. Ele é fabricado em ferro fundido nodular, uma liga que aguenta mais impacto e flexão sem trincar do que o ferro fundido cinzento comum das morsas baratas — detalhe que importa em quem martela e força a peça presa. A base fixa, sem giro, entrega o aperto mais firme possível porque não há articulação para folgar com o tempo, ideal para serrar e limar com precisão. Em compensação, você perde a comodidade de girar o serviço e precisa soltar e reprender a peça para atacá-la por outro lado. A numeração de linha n° 2 indica o porte, mas o nome não crava a abertura exata em milímetros, então vale conferir a ficha antes de comprar. Pela liga superior e pela rigidez da base fixa, é a melhor em ferro fundido da lista.
5. Torno Morsa Pony 26545 de Bancada
★ Melhor Robusta
Fonte: Amazon.com.br
O Pony 26545 é um torno morsa de bancada de porte médio, com medidas de 10,1 x 15 cm. A robustez de uma marca tradicional de fixação para o uso constante.
✓Prós
- Marca Pony, tradicional em ferramentas de fixação
- Porte de 10,1 x 15 cm equilibra força e espaço
- Construção robusta para uso frequente
✕Contras
- Nome não confirma base giratória nem bigorna
- Menos comum de encontrar peças que as nacionais
O Pony 26545 aposta na reputação de uma das marcas mais respeitadas em ferramentas de aperto e fixação. Com medidas de 10,1 por 15 cm, é uma morsa de porte médio que segura bem as peças do trabalho de metal e madeira sem tomar a bancada inteira, pensada para quem usa a ferramenta com constância e quer uma construção que não folgue no primeiro ano. A Pony carrega uma tradição que dá confiança na durabilidade do fuso e do corpo, algo que pesa quando a morsa é ferramenta de todo dia. O nome não detalha se a base gira nem se há bigorna, então quem quer esses recursos precisa checar a descrição. Combinada a um bom jogo de ferramentas na bancada, ela vira o ponto de apoio do serviço. Pela solidez de marca tradicional num porte versátil, é a mais robusta da seleção.
6. Torno de Madeira Pony Jorgensen 27091
★ Melhor para Madeira
Fonte: Amazon.com.br
O Pony Jorgensen 27091 é um torno de madeira de serviço médio, com 22,8 x 17,8 cm. Mandíbulas largas feitas para prender madeira sem marcar a superfície.
✓Prós
- Feito para madeira, com mandíbulas largas
- Serviço médio segura peças de marcenaria
- Pony Jorgensen, referência em fixação de madeira
✕Contras
- Não é indicado para prender metal com força
- Precisa ser fixado a uma bancada estável
O Pony Jorgensen 27091 é a morsa certa para quem trabalha madeira e não quer estragar a peça. Diferente das metálicas, este é um torno de madeira de serviço médio com mandíbulas largas — de 22,8 por 17,8 cm — que distribuem a pressão numa área maior, prendendo a peça com firmeza sem cravar marca na superfície como faria uma morsa de metal com dentes. É a solução para colar, lixar, encaixar e serrar madeira na bancada, um serviço em que a morsa metalúrgica atrapalha mais do que ajuda. O outro lado é a especialização: por ter mandíbulas voltadas à madeira, ela não é feita para segurar metal sob grande esforço. Ao montar a estação de trabalho, ele se completa com uma boa esmerilhadeira para os acabamentos mais pesados. Para o marceneiro e o hobbista da madeira, é a melhor opção para madeira da lista.
7. Torno Irwin para Carpintaria 6-1/2"
★ Melhor Marca Consagrada
Fonte: Amazon.com.br
O Irwin de carpintaria abre 6-1/2", uma das maiores aberturas da lista, sob o nome de uma marca consagrada em ferramentas de fixação. Feito para segurar madeira larga.
✓Prós
- Abertura ampla de 6-1/2" para peças largas
- Irwin: marca consagrada em fixação e aperto
- Voltado à carpintaria e ao trabalho em madeira
✕Contras
- Especializado em madeira, não em metal pesado
- Porte grande pede bancada firme
O Irwin de carpintaria traz o peso de um nome consagrado em ferramentas de aperto para o mundo da madeira. A abertura de 6-1/2" é uma das mais generosas da seleção, o que permite prender tábuas e peças largas de marcenaria que morsas menores nem começam a abraçar. Sendo um torno de carpintaria, as mandíbulas são pensadas para a madeira, segurando a peça com firmeza para serrar, encaixar e lixar sem o risco de esmagar a fibra como um torno metálico faria. A reputação da Irwin dá tranquilidade quanto à qualidade do fuso e da rosca, que são o coração de qualquer morsa. Como todo modelo de grande abertura voltado à madeira, ele não é a ferramenta para prender metal sob esforço bruto e pede uma bancada bem ancorada. Pela abertura ampla e pela confiança da marca, é a melhor de marca consagrada da lista.
8. Torno de Marceneiro Olympia 38-736
★ Melhor Torno de Marceneiro
Fonte: Amazon.com.br
O Olympia Tools 38-736 é um torno de marceneiro de 16,5 cm, feito para fixar sob o tampo da bancada e prender madeira. Solução clássica de oficina de marcenaria.
✓Prós
- Torno de marceneiro clássico para madeira
- Abertura de 16,5 cm para peças de marcenaria
- Fixa sob o tampo, integrado à bancada
✕Contras
- Precisa ser instalado embaixo da bancada
- Não substitui uma morsa metálica de oficina
O Olympia Tools 38-736 representa o torno de marceneiro no formato mais tradicional, aquele que se instala por baixo do tampo e vira parte da própria bancada. Com abertura de 16,5 cm, ele prende madeira pela lateral da bancada para você aplainar, serrar, encaixar e lixar com a peça travada e as duas mãos livres, do jeito que a marcenaria pede há séculos. É uma ferramenta especializada: o mecanismo de fuso longo e as mandíbulas de madeira ou revestidas foram pensados para não marcar a peça, não para segurar metal sob grande esforço. A contrapartida é que ele exige instalação embaixo do tampo, um passo a mais que uma morsa de apoiar e parafusar em cima não tem. Para quem está montando uma bancada de marcenaria de verdade, é a melhor opção de torno de marceneiro da seleção.
9. Morsa Vonder Mini 2.3/4"
★ Melhor Mini
Fonte: Amazon.com.br
O Vonder Mini de 2.3/4" é uma morsa compacta da marca nacional, feita para reparos pontuais e trabalhos de bancada leve. Pequena, mas com a estrutura de uma Vonder.
✓Prós
- Abertura de 2.3/4" para peças pequenas
- Compacta, ocupa pouco espaço na bancada
- Vonder: peças e assistência fáceis de achar
✕Contras
- Abertura pequena não segura peças grossas
- Estrutura leve para trabalho pesado
O Vonder Mini de 2.3/4" é para a bancada de reparos e o hobby que não precisam de uma morsa de oficina. A abertura de 2.3/4" foi feita para as peças miúdas do dia a dia — uma dobradiça, uma peça de eletrônica, um pequeno perfil de metal — que você precisa travar para limar, colar ou apertar sem que fujam da mão. Sendo compacta, ela cabe em qualquer canto da bancada e pode até acompanhar quem trabalha em espaço apertado. A Vonder facilita a vida na hora de achar a ferramenta e eventual reposição, por estar em quase toda loja de ferragem do país. O limite é claro: com abertura e estrutura pequenas, ela não segura peça grossa nem aguenta o esforço bruto das morsas grandes. Para reparos leves e trabalho de precisão, é a melhor mini da lista.
10. Morsa Sparta 3" de Bancada
★ Melhor Compacta
Fonte: Amazon.com.br
A Sparta de 3" (75 mm) é uma morsa de bancada compacta e acessível, com a abertura certa para pequenos reparos. Um primeiro torno para quem está montando a bancada.
✓Prós
- Mandíbula de 3" (75 mm) para peças pequenas e médias
- Compacta e leve para bancada doméstica
- Sparta com preço de entrada amigável
✕Contras
- Abertura de 75 mm limita peças grandes
- Sem os recursos das versões giratórias maiores
A Sparta de 3" fecha a seleção como a porta de entrada para quem está montando a primeira bancada. A abertura de 75 mm cobre bem os pequenos e médios reparos domésticos — apertar uma peça para colar, limar uma rebarba, segurar um perfil para serrar — sem o peso e o custo das morsas grandes de oficina. É compacta e leve o bastante para uma bancada doméstica comum, e leva a fixação por parafusos que qualquer tampo firme aceita. Por ser um modelo de entrada, ela não tem a base giratória nem a bigorna das irmãs de 4", 5" e 6", e a abertura curta descarta peças mais grossas. Mas para quem quer começar com uma morsa de marca a um custo baixo e resolver o grosso dos reparos de casa, é a melhor compacta da seleção.
Benefícios de uma Boa Morsa de Bancada
- Duas mãos livres para o serviço: Com a peça travada na morsa, você serra, lima e fura com as duas mãos, ganhando precisão e segurança que a mão segurando a peça nunca dá.
- Aperto firme que não solta: O fuso rosqueado aplica pressão constante e mantém a peça imóvel mesmo sob esforço, evitando que ela escape no meio do corte ou da lima.
- Base giratória posiciona a peça: Nos modelos giratórios, girar o corpo aproxima o melhor ângulo de trabalho sem precisar soltar e reprender a peça a cada lado.
- Bigorna para bater e endireitar: A superfície plana atrás das mandíbulas resolve o improviso de martelar, endireitar e rebitar metal sem sair da própria morsa.
- Torno de marceneiro protege a madeira: As mandíbulas largas e lisas dos tornos de madeira distribuem a pressão e prendem a peça sem cravar marca na superfície.
- Ferro fundido nodular dura mais: A liga nodular aguenta mais impacto e flexão que o ferro cinzento comum, resistindo bem ao martelo e ao esforço do dia a dia.
- Opção para cada bancada e bolso: Da mini de 2.3/4" para reparos ao torno de 6" de oficina, há uma morsa para cada tipo de trabalho, espaço e orçamento.
Diferenças entre os Tipos de Morsa
As morsas se dividem primeiro pela matéria-prima que prendem. As metalúrgicas, caso das Sparta e do Vonder n° 2, têm mandíbulas com dentes e corpo de ferro fundido para segurar metal sob esforço, e as maiores costumam vir com base giratória e bigorna para bater e reposicionar a peça. Na outra ponta estão os tornos de marceneiro, como o Olympia 38-736, o Irwin de carpintaria e o Pony Jorgensen de madeira: mandíbulas largas e lisas, feitas para prender madeira sem marcar, ideais para aplainar, encaixar e serrar. Uma metálica atrapalha na marcenaria fina, e um torno de madeira não aguenta o metal pesado — por isso o tipo é a primeira escolha.
A segunda divisão é pelo porte e pela base. Pela abertura, vão das mini de 2" a 3" (50 a 75 mm), para reparos pontuais, às intermediárias de 4" (100 mm) para uso doméstico e às grandes de 5" e 6" (125 a 150 mm) e ao 6-1/2" para oficina e peças largas. Pela base, dividem-se em fixas, que entregam rigidez máxima sem articulação para folgar, e giratórias, que giram o serviço para o melhor ângulo. Some ainda o formato de instalação: a maioria das metálicas se apoia e parafusa em cima da bancada, enquanto o torno de marceneiro se fixa por baixo do tampo, integrado à bancada. Juntando tipo, abertura, base e instalação, dá para atender do reparo caseiro à oficina profissional.
Como Usar e Cuidar da Morsa de Bancada
Antes de tudo, fixe a morsa com firmeza à bancada pelos furos da base, usando parafusos do tamanho certo — uma morsa que balança tira a precisão e vira risco. Ao prender a peça, aperte o fuso com a alavanca até travar bem, mas sem exagero que amasse a peça, e proteja superfícies delicadas com mordentes macios de alumínio, cobre ou madeira para não marcar. Use a bigorna só para os pequenos serviços de martelo a que ela se destina, sem descarregar marretadas pesadas que não estão previstas. Ao serrar, limar ou esmerilhar a peça presa, use óculos de proteção e luva, porque limalha e estilhaço saltam, e mantenha o corpo alinhado ao esforço para não escorregar. Deixe a ferramenta parar sozinha antes de aproximar a mão da peça.
A manutenção mantém o aperto firme por muito mais tempo. Depois do uso, limpe a limalha e a poeira que se acumulam entre as mandíbulas e na rosca do fuso, porque o pó gruda na graxa e trava o mecanismo. Passe uma leve camada de óleo ou graxa no fuso e na guia de vez em quando, para o aperto continuar suave e a rosca não desgastar. Como a maioria das morsas é de ferro fundido, o inimigo é a ferrugem: guarde em local seco e, se a bancada for úmida, passe um pano com óleo protetor nas partes usinadas. Confira periodicamente se os parafusos da base continuam firmes e se as mandíbulas não estão com o dente gasto ou lascado, trocando os mordentes de proteção quando amassarem.
Perguntas Frequentes
Morsa e torno de bancada são a mesma coisa?
Sim. No Brasil a ferramenta que prende a peça para você serrar, limar ou furar é chamada tanto de morsa quanto de torno de bancada, dependendo da região e do fabricante — Sparta e Vonder, por exemplo, usam torno/morsa no próprio nome. Não confunda com o torno mecânico de usinagem, que é uma máquina completamente diferente para girar e cortar peças. Aqui, morsa e torno de bancada são sinônimos.
Qual abertura de morsa devo escolher?
Escolha pela maior peça que você vai prender. As mini de 2" a 3" (50 a 75 mm) servem para reparos pontuais e peças pequenas. As de 4" (100 mm) cobrem a maioria dos serviços domésticos e de hobby. As de 5" e 6" (125 a 150 mm) e o 6-1/2" são para oficina, serralheria e peças largas. Uma morsa maior aguenta mais, mas pesa e ocupa espaço, então não adianta comprar uma de 6" para reparos leves.
Preciso de base giratória?
Depende de como você trabalha. A base giratória, presente nas Sparta de 4", 5" e 6", deixa girar a peça presa para atacá-la pelo melhor ângulo sem soltar e reprender, o que economiza tempo em serviço repetido. A base fixa, como a do Vonder n° 2, abre mão do giro em troca da rigidez máxima, porque não tem articulação para folgar. Se você serra e lima pelos vários lados da peça, a giratória compensa; se quer o aperto mais firme num ponto só, a fixa basta.
Qual a diferença entre morsa de metal e torno de marceneiro?
A morsa metalúrgica, caso das Sparta e do Vonder, tem mandíbulas com dentes e força para prender metal, mas marca a madeira. O torno de marceneiro, como o Olympia 38-736 e o Pony Jorgensen de madeira, tem mandíbulas largas e lisas que distribuem a pressão e seguram a madeira sem cravar marca, feitos para aplainar, encaixar e serrar. Quem só trabalha metal usa a metálica; quem faz marcenaria precisa do torno de madeira; e quem mistura os dois pode ter um de cada.
Para que serve a bigorna atrás das mandíbulas?
A bigorna é aquela superfície plana e reforçada atrás das mandíbulas, presente nas Sparta giratórias. Ela serve para pequenos serviços de martelo: bater, endireitar, achatar e rebitar metal sem precisar de uma bigorna separada. É um recurso prático para a oficina, mas não foi feita para receber marretadas pesadas de forja — para isso existe a bigorna dedicada. Para os improvisos do dia a dia, resolve muito bem.
O que é ferro fundido nodular e por que importa?
É a liga de ferro fundido usada no Vonder n° 2, mais resistente a impacto e flexão do que o ferro fundido cinzento comum das morsas mais baratas. Na prática, uma morsa de ferro nodular tem menos risco de trincar quando você martela ou força a peça presa, durando mais no uso pesado. É um detalhe que separa a ferramenta profissional da de entrada, e vale conferir na descrição quando a morsa vai receber esforço constante.
Como fixo a morsa na bancada com segurança?
A morsa se fixa pelos furos da base, com parafusos do tamanho certo, numa bancada firme e estável — uma morsa que balança perde precisão e vira risco. As metálicas de apoiar se parafusam em cima do tampo, enquanto o torno de marceneiro, como o Olympia, se instala por baixo do tampo. Antes de forçar, confira se os parafusos estão bem apertados e se a bancada aguenta o esforço. Um bom aperto na base é o que garante o aperto firme na peça.
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